Um episódio de tensão mobilizou a Polícia Militar e assustou funcionários, pais e crianças de uma creche localizada no bairro Bom Futuro, em Machadinho do Oeste (RO), na tarde desta quarta-feira (23).
Segundo informações registradas pelas autoridades, um homem teria pulado o muro da instituição e entrado no local carregando duas facas. A situação rapidamente provocou preocupação entre as professoras, que perceberam um volume na cintura do suspeito e inicialmente temeram que ele estivesse armado com uma arma de fogo.
Diante do risco, os funcionários agiram rapidamente para proteger as crianças. Os alunos foram retirados das salas e conduzidos para uma área considerada segura dentro da própria instituição.
Uma mãe que estava na creche para buscar a filha e integrantes da direção também ajudaram a perceber e comunicar a presença do homem no local.
A Polícia Militar foi acionada e chegou à unidade por volta das 14h. Durante a abordagem, os policiais determinaram que o suspeito levantasse a camisa, momento em que foi localizada uma faca.
Com a ajuda de um pai que havia ido buscar o filho, o homem acabou sendo desarmado e imobilizado.
O suspeito, identificado pelas iniciais T. S. R., recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP), onde ficou à disposição das autoridades.
Ainda conforme o registro policial, durante a ocorrência foi constatado que o homem já havia chamado a atenção das forças de segurança recentemente em outra situação. Na ocasião, ele teria circulado armado com uma foice e um facão, afirmando que sua mãe havia sido agredida. Posteriormente, segundo o relato policial, a situação teria sido esclarecida como uma picada de inseto.
Durante a abordagem na creche, o homem também teria declarado aos policiais que havia feito uso de maconha, crack e cocaína. Apesar disso, segundo o registro, ele estava consciente e conseguiu fornecer seus dados pessoais.
O caso foi registrado pelas autoridades e o suspeito permaneceu à disposição da Justiça.
O episódio provocou momentos de medo dentro da unidade escolar, mas as crianças foram retiradas das salas antes que a situação pudesse evoluir para algo mais grave.
O suspeito é tratado como tal, e a responsabilidade pelos fatos deverá ser definida pelas autoridades competentes.
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